PORQUE ALGUMAS COISAS ACONTECEM EM NOS VIDAS?

PORQUE ALGUMAS COISAS ACONTECEM EM NOS VIDAS?

PORQUE ALGUMAS COISAS ACONTECEM EM NOS VIDAS?

Observamos na vida do Rei Saul. No início de sua vida, Saul cuidava de jumentas e sabemos que este animal tem certa dificuldade em alguns momentos em obedecer, como relata a Bíblia em I Samuel 9:3 ”Certo dia, aconteceu que algumas jumentas que pertenciam a Quis, o pai de Saul, se desgarraram e fugiram. Então quis pediu a Saul: Filho, chama um dos criados e vai a procura das `jumentas desgarradas”.  Temos um ditado no Brasil que diz assim “Empacou como uma mula(jumento ou burro)” que quer dizer não aceita nenhuma orientação, ou não muda de opinião mesmo vendo que esta errado, ou continua fazendo, mantendo a atitude, mesmo sabendo que esta errado. A mula, jumento e o animal burro de vez em quanto assume uma posição que não entendemos, já vimos carroças puxadas por estes animais pararem e o domo cansar de bater no animal mais ele não sai do lugar, mas também já vimos este animais saírem em galopadas que o dono não consegue parar, neste momento só andam ou param quando querem, independente se estão agradando os donos, ou se estão sofrendo alguma penalidade.   Podemos aqui colocar o exemplo da jumenta de Balaão:

BALAAO2

“Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho e foi-se pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho. Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda de vinhas, havendo uma parede desta banda e uma parede da outra. Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, apertou-se contra a parede e apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancá-la. Então, o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda. E, vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão. Então, o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? E Balaão disse à jumenta: Porque zombaste de mim; tomara que tivera eu uma espada na mão, porque agora te mataria. E a jumenta disse a Balaão: Porventura, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo? E ele respondeu: Não. Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão, e ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se sobre a sua face. Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim; porém a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela se não desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te mataria e a ela deixaria com vida.”    (NM 22:23-33) .

O contato e a convivência com algumas pessoas e ou animais acaba trazendo para nossas vidas alguns costumes destes, você pode até achar um absurdo o que eu escrevo, mas espero em Deus que ao terminar esta leitura você possa compreender o que lhe escrevo. O que é mais difícil é reconhecermos que isto esta acontecendo em nos ou que já aconteceu, em muitas das vezes não identificamos em nos nenhuma falha, por exemplo: inveja, ciúmes, orgulho e desejos fora da vontade de Deus. E para isso vamos falar do Rei Saul.

Samuel tinha envelhecido e seus filhos não lhe seguiam os conselhos. Por isso, os israelitas disseram-lhe: “Dá-nos um rei como têm as outras nações”.

Samuel não gostou desse pedido. Consultou o Senhor e este disse-lhe: “Faz o que eles pedem!”
Passado algum tempo, estando Samuel em Ramá, viu chegar junto de si um filho de Quis, chamado Saul, da tribo de Benjamim. O Senhor disse-lhe: “Eis o homem destinado para reinar sobre o meu povo!”.
No dia seguinte, pela manhã, Samuel tomou um vaso de óleo, derramou-o sobre a cabeça de Saul, beijou-o e disse: “Por esta unção, o Senhor te faz príncipe da sua herança”. Em seguida, convocou o povo para apresentar-lhe o eleito de Deus. Assim que Saul apareceu na assembleia, Samuel disse:“Olhai: foi aquele que Deus escolheu”. Então todos exclamaram: “Viva o rei!”

Saul reinou durante 40 anos. A princípio, foi fiel a Deus e Deus deu-lhe vitória sobre os Amalequitas. Mas logo se tornou orgulhoso e deixou de obedecer as ordens do Senhor.

Numa guerra contra os filisteus, Saul tinha a ordem de esperar a chegada de Samuel antes de travar a batalha. Samuel devia oferecer um sacrifício a Deus, para implorar a sua proteção. No sétimo dia, como Samuel não chegava e o exército, cansado de esperar, começava a dispersar-se, Saul ofereceu o sacrifício em vez do Sumo-Sacerdote. Apenas tinha acabado quando Samuel chegou e lhe disse: Procedeste insensatamente! Por isso, não serás rei por muito tempo!”

Podemos observar que Saul no percebeu o orgulho chegar e nem a impaciência, com isso, começou a agir sem o comando do Senhor.  O orgulho faz a pessoa se sentir muito superior (o Tal, ou o Cara), com assume posições incorreta.  Sabia que não podia oferecer sacrifício no lugar do Sumo-Sacerdote, mas ofereceu.  E recebeu a consequência de perde o tempo de reinado.

A ELEIÇÃO DE DAVI
Deus disse a Samuel: “Enche de óleo o teu recipiente e vai à casa de Isaí(Jessé), em Belém, porque escolhi um dos seus filhos para ser rei no lugar de Saul”. Samuel foi a Belém. Jessé mostrou-lhe primeiro o seu filho mais velho, que era alto e elegante. Mas o Senhor disse-lhe: “Não repares para a sua elevada estatura. Não é esse quem escolhi”. Jessé apresentou-lhe sucessivamente os outros seis filhos. Samuel disse-lhe: “O Senhor não escolheu nenhum deles. Não tens mais nenhum?”. Jessé respondeu: “Ainda falta Davi, o mais novo, que anda a guardar as ovelhas”. Disse-lhe Samuel: “Manda-o chamar”. Quando Davi chegou, o Senhor disse a Samuel: “Unge-o! É esse!”. Samuel tomou o vaso de óleo e ungiu Davi na presença de seus irmãos. Desde então, repousou sobre Davi o espírito do Senhor deixou de agir em Saul.

Davi cuidava de ovelhas, e aprendeu com as ovelhas a ser obediente.

No Capitulo 17 podemos observar o famoso confronto Davi versus Golias. O gigante (cerca 3,50 metros) afronta aos israelitas.

Davi vem do campo para entregar, vamos dizer uma merenda para seus irmãos e o capitão de mil. Ele ouve Golias, afrontando o exercito de Israel, e diz:

No Versículo 26: Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?

Ele se dispõe ao combate contra o filisteu, Saul tenta fazer com que Davi use sua armadura, pobre mancebo, ele mal conseguia andar.

Nos Versículos 36: O teu servo matou tanto leão como o urso; este incircunciso filisteu será como um deles, porquanto afrontou os exércitos do DEUS vivo.
37: Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu. Então, disse Saul a Davi: Vai-te, e o SENHOR seja contigo.

Davi se arma com cinco pedras, daquelas que se encontra em córregos, e seu estilingue e foi para a batalha.
Golias, desprezou Davi, um mocinho, com um cajado e algumas pedras??? O amaldiçoou em nome de seus deuses, eis a resposta de Davi:

Nos Versículos 45: Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o DEUS dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.
46 : Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há DEUS em Israel.
47: Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque o SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossa mãos.

E ambos correram para o encontro fatal, de Golias, Davi acerta uma pedra, na única brecha da armadura do gigante, na testa, de tal maneira que a pedra afundou na sua fronte. O resto vocês leram no texto acima.

Os filisteus, tremeram, e os israelitas se encheram de coragem, e perseguiram seus inimigos e “vitoriaram”.
Davi, pega a própria espada de Golias e corta-lhe a cabeça e leva como troféu pela vitória a Saul, que o incorpora ao seu exercito como um dos generais.

Capitulo 18
No Versículo 1 podemos observar  que  Davi e Jônatas é uma daquelas amizades incríveis, irmão de alma, como falta amizades assim hoje em dia.

( Versículos 6-Sucedeu, porém, que, vindo eles, quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com adufes, com alegria, e com instrumentos de música.

7-E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares. )
Nos Versículos 6 e 7 vemos pessoas que falam demais, e inspiram a Saul sua revolta e inveja a Davi no , Versículos 8, um sentimento que corrompe a alma humana, e só faz com que ele entre em um profunda decadência em sua vida. Ainda mais que ele via que o ESPIRITO DO SENHOR era com Davi, e era bem sucedido em tudo que fazia. Todo povo amava Davi.

( Versículos 8-Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão só o reino?
9-E, desde aquele dia em diante, Saul tinha Davi em suspeita. )
Saul procurava matar Davi, e usava de astucia para isto, e tentou usar sua filha (premio pela vitória sobre Golias). A intenção dele era dar Merabe por esposa a Davi, mas Mical o amava.
Como exigência pelo casamento, visto que Davi não poderia pagar um dote, Saul pediu cem prepúcios.
Davi, venceu 200 filisteus e trouxe a exigência de Saul e se casou com Mical. E quanto mais Davi vencia, mais Saul se irava contra ele, ao ponto que nem a musica o acalmava mais.

Na última semana, observamos o relacionamento vivido entre Saul e Davi e vimos como no livro Romanos 1.18-32 descrevia o tipo de comportamento de um homem carnal. Agora veremos o relacionamento entre Jônatas e Davi e observaremos como este texto de Romanos 1.18-32 se refere à vida de um homem justo.

Há uma progressão em Romanos 1.18-32 que, dependendo das escolhas feitas, teremos como resultado a justiça de Deus ou a ira de Deus. Vimos como Saul foi se degradando progressivamente, assim que fizera uma escolha e depois outra e depois outra, em completo desafio àquilo que ele conhecia ser a vontade de Deus. Vimo-lo num processo de três estágios de deterioração: do estágio dos “impulsos” (Romanos 1.24) no qual ele foi tomado por seus impulsos e emoções, para o estágio da “compulsão” (Romanos 1.26) em que ele deliberadamente, conhecendo o mal de suas escolhas e finalmente para o estágio onde estava ele “consumido”, cauterizado completamente, sem mais raciocinar, foi levado por tresloucada atitude (Romanos 1.28) da qual ele não podia mais distinguir a verdade da mentira, o correto do erro.

Que trágico! No início, Saul amava a Davi “grandemente”. Até mesmo o havia escolhido como Comandante-em-chefe de seus exércitos, mas na medida em que Davi viu crescer a sua popularidade, Saul foi se tornando mais e mais ciumento e encheu o seu coração de terríveis suspeitas. Então, na medida em que Deus o abençoava mais e mais, Saul passou a temer a Davi. Finalmente, quando Saul tornou-se obcecado na tentativa de manter o seu trono, Deus o entregou a uma disposição mental reprovável. Ele não podia mais distinguir o que era verdade e o que era erro, e acabou louca e abertamente mandando matar a Davi. Que coisa absurda! Deus havia oferecido a Saul o reino e uma linhagem real, mas Saul, por suas escolhas absurdas, colocou-se não somente contra Davi, mas contra o próprio Deus.

II Tessalonicenses, capítulo 2, afirma-nos que o julgamento desta natureza haveria de ocorrer nos últimos dias, e é nestes dias que nós estamos vivendo. Por causa da recusa mundana de amar a verdade, Deus os entregaria ao “engano”, em que creriam na mentira porque haveriam de rejeitar a verdade. Deus nos entregará às nossas próprias escolhas se insistirmos escolhe-las.

Se você já fez uma bola de neve e a fez rolar encosta abaixo sabe que no começo esta bola é tão pequena que você pode conte-la em suas próprias mãos. Mas se a deixa rolar ladeira abaixo, ela acabará ganhando mais e mais massa e com mais e mais massa acontece mais e mais inércia, até que, no sopé da montanha você não poderá mais controlá-la. Vimos esta bola de neve na vida de Saul, mas há também uma bola de neve do outro lado desta montanha, uma boa, preciosa bola de neve. Ela segue exatamente o mesmo padrão. Romanos 6 fala a respeito dela. Nos versos 1-14, encontramos o padrão pelo qual o crente deve viver. Seria aquele estabelecido pelo pecado? Evidentemente que não! Ele morreu para o pecado. Então, pode um crente, só de vez em quando, fazer uma escolha deliberada pelo pecado, por mais que ele porventura tenha sido bom por muito tempo? Evidentemente que não! (Romanos 6.15 e ss)

Por que não? Porque há um processo envolvido, e este processo ocorre tanto para as boas escolhas quanto para as pecaminosas. O que porventura você escolhe obedecer haverá de ser o seu senhor, seu mestre. Veja Romanos 6.15-19.

Verso 15:

E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum! (aqui temos um modo verbal diferente. Aqui se trata de pequenos atos de pecado, deliberados, pequenas escolhas pecaminosas, não um estilo de vida pecaminoso. Poderíamos nós escolhermos cometer intermitentes atos de pecado?)

Não sabeis que daquele a quem vós ofereceis como servos para obediência, (tal como a pensamentos libidinosos) desse mesmo a quem obedeceis (isto não é mais uma questão a ser pensada) sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?

Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.

Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, (Você já observou que o pecado jamais satisfaz. Ele somente gratifica. Você precisa ter mais e mais para gozar menos e menos. Assim, na medida em que você apresenta os membros do seu corpo para maldade, precisa cada vez mais e mais de maldade, para que você usufrua uma certa satisfação como ocorrera no início) assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.

Mas agora observe o relacionamento de Jonatas com Davi durante a mesma moldura de tempo em que havíamos observado o relacionamento de Saul com Davi. Veremos o mesmo processo, mas resultados opostos. Jônatas começou com a mesma emoção como ocorrera com Saul, e deixe-me dizer-lhes que não há nada com as emoções se elas forem direcionadas de uma maneira piedosa. Vamos ver novamente o texto de I Samuel, capítulo 18, versos 1-4, mas agora tendo Jônatas em mente.

Jônatas estava junto ao seu pai, enquanto Saul conversava com aquele jovem que acabara de matar Golias. Saul certamente havia entrevistado a Davi quanto a sua genealogia para ver se ele poderia se encaixar na medida daquilo que ele pensava ser um adequado genro. Saul fizera a sua promessa, como nós nos lembramos, de que aquele que conquistasse Golias haveria de ser feito rico, que lhe seria dada a mão de sua filha em casamento, que teria a sua casa livre de qualquer imposto perpetuamente, não haveria mais taxas e isto seria para sempre (e nós sabemos que existem duas coisas inexoráveis para todos os seres humanos sobre a terra – a morte e os impostos – destas duas coisas não podemos fugir jamais) e o guerreiro que derrubasse Golias estaria pelo menos livre de uma delas.

Davi venceu Golias, mas ele era um pastor de ovelhas. Saul perguntou a Abner, seu general, sobre a linhagem de Davi, e observou que ele era um João ninguém. Por isto ele não cumpriu com a sua promessa e decidiu não dar a mão de sua filha em casamento a Davi. Durante esta conversa, que aparentemente ocorre entre a última parte do capítulo 17 e a primeira do capítulo 18, Jônatas ouviu, mas a sua reação à questão da linhagem de Davi foi completamente oposta à de Saul, seu pai. Ele passou a amar a Davi e eu creio porque ele encontrou em Davi um homem com quem ele se afinou, por ser Davi um homem temente a Deus e comprometido com a verdade. Não creio que ele tenha se inclinado em amor a Davi porque Davi fosse uma pessoa igual a Jônatas, como muitos comentaristas afirmam. Creio mesmo que eles eram pessoas de personalidades bem opostas. Eu creio que Jônatas era um homem cheio de compaixão, um homem rico de amor. Tinha ele todas as coisas que Davi jamais teve, e ele parece que desejou compartilhar com Davi estas coisas que compunham o seu caráter.

I Samuel, capítulo 18, verso 1:

Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma. Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai. Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto (a sua armadura completa).

Eu mencionei que, depois de ouvir a história de Davi, Jônatas teve uma reação exatamente oposta a de Davi. Jônatas reagiu com emoções justas e Saul com emoções egocêntricas. É digno de nota observar que Saul e Jônatas tinham uma origem semelhante, Saul era filho de Kish, um homem extremamente rico e poderoso. Ele tinha todo o conforto e a segurança provindas destas riquezas. Seu nome significa “Louvado”, “Desejado” assim, juntamente com esta segurança conferida por sua riqueza e por seu poder, ele tinha o amor de um pai que realmente se importava com ele. Tinha ele a segurança e a formação familiar provinda de um pai que era muito religioso. Saul era um homem “ungido” por Deus, um homem “escolhido” por Deus. (Seu nome significa literalmente “excelente”). Ele fora dotado por Deus com um físico avantajado, ele era o homem mais alto em Israel, ele tinha uma aparência bela, o mais simpático em Israel. Por toda a sua vida tinha sido ele naturalmente aceito e prezado. Onde quer que ele fosse era ele o mais belo espécime masculino de seu país, o maior entre os homens em Israel, o mais espadaúdo e musculoso, o mais rico. Era uma pessoa totalmente aceita, um líder natural. Sua dignidade pessoal e sua auto-estima eram coisas totalmente asseguradas. Contudo, a calamidade de tudo isto é que ele deixou que isto se tornasse em orgulho. Jônatas era produto de Saul, tinha portanto uma origem semelhante. Seu nome significa “Yaweh deu”, indicando que Saul o via como uma dádiva de Deus. Jônatas tinha um amor imenso por seu pai, e bem provavelmente Saul era um bom pai. Por estas razões, nos parece óbvio que Jônatas tivesse uma situação de segurança também, era rico também, e gozava de estima por ser o que era e por ser filho do rei. Mas acima de tudo nos parece claro que Jonatas fosse amado pelo povo. (Você se lembra do capítulo 14 onde Saul fizera um juramente irracional de que todos os soldados de seus exércitos ficassem em jejum até que os filisteus fossem finalmente derrotados, e Saul estava prestes a matar ao seu próprio filho Jônatas porque ele quebrara aquele juramento, e todos os soldados de Saul não permitiram que ele cometesse aquela loucura.) Jônatas era uma pessoa muito amada, cheia de dons preciosos, um líder natural, e uma pessoa de caráter extremamente piedoso, vivendo de uma forma equilibrada em sua casa.

Um homem digno e com uma auto-estima saudável, um homem de Deus. Ele amava a seu próximo como amava a si mesmo. Como crentes jamais poderemos amar ao nosso próximo se não tivermos uma visão correta, equilibrada e piedosa a respeito de nós mesmos. Eu sublinho a palavra “piedosa”. Nós precisamos saber quem somos nós aos olhos de Deus. Não fomos escolhidos por Deus por conta de nós mesmos, fomos escolhidos por Deus antes da fundação do mundo. Nós somos os seus eleitos. Nós fomos feitos habitação de Deus, o santuário (na verdade o Santo dos Santos do santuário) onde o Pai, o Filho e o Espírito Santo habitam. Nós somos filhos adultos na casa do Pai, pelo dom da adoção fomos colocados diante de nosso amado Pai como filhos. Isto significa que Deus tomou para a sua própria casa alguém que não era dele por nascimento natural. Isto significa que Deus nos declarou filhos adotivos.

Por uma declaração da parte de Deus, nós nos tornamos filhos adotivos de Deus, ele nos devolveu a nossa dignidade pessoal. Nós somos alvos de um ato extraordinário de amor. Somos agora honrados, pela graça somente, não por qualquer mérito, mas por algo extraordinário! Foi neste sentimento que Jônatas, entendendo sua herança real, por pura graça de Deus e não por méritos pessoais, viu aquele pobre pastor de ovelhas e ouviu a sua história.

Também ele, sem sombra de dúvida, ouviu ou ouviu dizer as observações rudes que Eliab fez e como Davi foi tratado quando apareceu ali naquele campo de batalha – “A ira de Eliab se acendeu contra Davi e lhe disse: “Porque vieste aqui”? Aos cuidados de quem você deixou aquelas poucas ovelhas no campo? Eu conheço a sua insolência e a maldade do seu coração.” Este tipo de maltrato acabou se tornando um estilo de vida para Davi. Ele respondeu como alguém acostumado a ser maltratado: “o que eu fiz? Eu só fiz uma pergunta?” Davi sabia, socialmente falando, que ele não tinha nada absolutamente falando a oferecer a Saul. Sua mãe tinha sido casada anteriormente com Nahash, um amonita, um adorador de Moloque, um maldito em Israel, sobre quem era proferidos anátemas. Davi provavelmente era um filho ilegítimo e isto transparece em um dos Salmos de sua autoria. Ele não era sequer aceito por seu próprios irmãos e parentes e um outro Salmo parece indicar isto. Ele tinha sete meio irmãos e duas meio-irmãs e nenhum dos seus meio irmãos eram-lhe amistosos. No meio daquela família numerosa ele sempre esteve sozinho. Ele jamais teve o que Jônatas tinha. Eu penso que Jônatas se ligou a este jovem como um velho irmão o faria. Ele pensou e desejou vê-lo crescer como um homem de Deus.

Havia emoção aqui também, mas emoções piedosas. Saul amou a Davi por aquilo que Davi poderia fazer por Saul, mas Jônatas amou a Davi por aquilo que Jônatas poderia fazer por Davi. Aqui vemos amores contrastantes. Saul recusou-se a aceitar Davi em sua família. Mas Jônatas o aceitou completamente. Saul desonrou Davi publicamente. Jonatas agora honra a Davi publicamente. Ele se dispôs de seus paramentos reais (Davi provavelmente estivesse vestido de peles de animais), e deu a ele, com sua armadura, sua espada, seu cinto e sua couraça. Ele identificou-se completamente com Davi. De suas riquezas, Jônatas adornou a Davi de maneira tão gloriosa mostrando claramente que ele não se envergonhava de Davi perante a corte de Saul. Saul o que fizera foi somente emprestar a sua armadura para Davi, como bem nos lembramos, mas o fez simplesmente para empurrar a Davi para lutar com um gigante em seu próprio lugar.

Jônatas deu seu armamento a Davi quando o armamento não era importante como armamento. Golias já estava morto. Ele o deu como uma manifestação inequívoca de honra.

Eu frequentemente penso porque o próprio Jônatas não se dispôs a lutar contra Golias. Mas, depois de observar o seu relacionamento para com seu pai, eu creio que Jônatas estava determinado a ver o seu pai cumprir os seus deveres para os quais fora chamado por Deus. Saul era um campeão em Israel. Jônatas esperava, na confiança do Espírito de Deus, que seu pai fizesse aquilo para o que fora chamado. Ele não lutaria em favor de Saul as batalhas de Saul.

Assim, a alma de Jônatas se ligou à alma de Davi e a alma de Davi se ligou à alma de Jônatas. Finalmente, Davi estava ali sendo aceito incondicionalmente, totalmente, numa aceitação sem qualquer qualificativo, estava sendo aceito por um irmão mais velho, carne e sangue de alguém, alguém que o amou incondicionalmente. Ele começou a sentir os sentimentos de alguém totalmente aceito. Jônatas haveria de se tornar um instrumento nas mãos de Deus para que Davi fosse edificado e fosse crescendo como um homem segundo o coração de Deus, e fosse dado a ele um certo conceito do quanto Deus o amava. Um amor piedoso sempre desperta uma resposta piedosa de amor, e Davi, agora começa a amar responsivamente a Jônatas. Até agora Davi tivera um tratamento cruel, o último a ser contado em sua casa, mesmo assim, só depois de muita insistência por parte de Samuel, o profeta, era um sugismundo pastor de ovelhas, um João ninguém, mas Jônatas o fez despertar para piedosas emoções.

Saul tinha emoções depravadas. Jônatas tinha emoções piedosas. A seguir, como já observamos, Saul fizera escolhas deliberadamente pecaminosas, ímpias e más e terminou caindo nas garras da compulsão. Jônatas, por sua vez, fez escolhas deliberadamente justas e se tornou mais e mais comprometido com Davi e mais e mais em oposição a tudo aquilo que manifestava preconceitos. Saul caminhou do impulsivo para o compulsivo. Jonatas caminhou das emoções para o compromisso. Ele teve que fazer uma escolha entre seu pai e seu amigo, e ele fez esta escolha. Interessante observar que ele jamais colocou o seu pai de lado, jamais o menosprezou, jamais se tornou seu traidor. Pelo contrário, ele fez tudo o que pôde para ser o socorro no meio do desespero de Saul e procurou que seu pai fosse o homem que Deus queria que ele fosse.

Indo para o capítulo 19, olhamos para os primeiros 7 versos. Aqui temos o segundo passo em contraste entre o de Saul e o de Jônatas no relacionamento para com Davi. Aqui está um dos melhores exemplos em toda a Escritura daquilo que poderíamos chamar de desobediência civil piedosa.

Tenho visto em muitos lugares “desobediência civil”. Algumas feitas em nome da sociedade, do progresso, da liberdade, mas vejo que grande parte delas são manifestações pura e simplesmente de desejos egoístas com a finalidade de chacoalhar de seu lugar legítimo a autoridade. Com poucas exceções, em sua grande maioria, não há qualquer atitude piedosa nelas. São pura e simplesmente atitudes anárquicas. A desobediência civil piedosa, entretanto, tem o seu lugar, e nós a veremos aqui retratada. Ela foi feita por um ato de Jônatas, no qual podemos observar duas atitudes, tanto uma como a outra retentivas, que marcam a desobediência piedosa. Uma é a tentativa de redimir a pessoa que está em uma atitude pecaminosa. E a outra é a tentativa de redimir a pessoa contra a qual se está pecando. Se em uma destas duas marcas estão faltando em qualquer desobediência civil, esta não é uma desobediência civil piedosa, mas ímpia. Observe o capítulo 19, verso 1-7:

Falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os servos sobre matar Davi. Jônatas, filho de Saul, mui afeiçoado a Davi,o fez saber a este, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te; acautela-te, pois, pela manhã, fica num lugar oculto e esconde-te. Eu sairei e estarei ao lado de meu pai no campo onde estás; falarei a teu respeito a meu pai, e verei o que houver, e te farei saber. Então, Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: Não peque o rei contra seu servo Davi, porque ele não pecou contra ti, e os seus feitos para contigo têm sido mui importantes. Arriscando ele a vida, feriu os filisteus e efetuou o SENHOR grande livramento a todo o Israel; tu mesmo o viste e te alegraste; por que, pois, pecarias contra sangue inocente, matando Davi sem causa? Saul atendeu à voz de Jônatas e jurou: Tão certo como vive o SENHOR, ele não morrerá. Jônatas chamou a Davi, contou-lhe todas estas palavras e o levou a Saul; e esteve Davi perante este como dantes.

A política de Saul é agora matar Davi. Ele disse isto a Jônatas e a toda sua corte: “Esta é agora a política de meu reino a partir de hoje. Esta é a intenção do rei.” À luz desta política ímpia, Jônatas fez uma escolha. Ele passou a desafiar a política dos poderosos que neste caso era o seu próprio pai. Mas observe como ele desafiou esta política ímpia. Primeiro, ele tentou salvar aquele contra quem se estava pecando – Davi. Segundo, ele colocou a sua própria vida em risco. Ele não arquitetou colocar uma bomba no edifício real e sumir da cena do atentado. Não! Terceiro, ele tentou com todo o seu esforço salvar Saul de cometer um ato injusto. Romanos 13 claramente nos ensina que os poderes foram ordenados por Deus, e você os viola somente com riscos pessoais elevados.

Romanos 13 foi escrito quando Nero estava assentado no trono de Roma. Nero, um depravado homossexual, um homem mal, um assassino frio. Ele foi conhecido por tomar os cristãos e por puro prazer colocá-los na ponta de estacas empalando seus corpos e transformando-os em tochas vivas para iluminar os seus bacanais. Ele lançou alguns milhares de pais junto com seus filhos para alimentar leões famintos. A tragédia de tudo isto é que no início teve ele dois brilhantes conselheiros e naqueles dias o império viveu os anos dourados e enquanto ele ouviu estes conselheiros seu reino foi excepcional.

Triste dizer, ele seguiu os mesmos passos de Saul (Romanos 1.18-32) e terminou seus dias em tirania e acabou insano. Paulo, no entanto, afirmou categoricamente que o governo de Roma (de Nero) fora ordenado por Deus e para desobedecê-lo teria que ser com alto risco. Nero expandiu o culto ao imperador e demandava que todos afirmassem: “Nero é Senhor”.

Quando os crentes decidiram não o chamar de Senhor, ali estava uma clara desobediência civil, mas isto também era uma alta traição e por causa disto milhares de crentes foram lançados em prisões, não poucos pagaram com as suas próprias vidas porque se recusaram, contudo eles levaram às últimas consequências aquela desobediência e pagaram um preço altíssimo, sendo punidos severamente. Cristo se opôs às autoridades civis e pagou com a sua própria vida. Ele não se escondeu. Ele jamais se portou como os zelotes que atacavam na calada da noite, que agrediam e corriam para esconderijos.

Assim, vemos aqui que Jônatas tomou uma posição deliberada, voluntariosa, aberta contra o seu pai, declarando publicamente sua oposição, e tendo feito isto, colocou a sua vida em risco, mas o fez num apelo ao seu pai para que mudasse aquela política para uma atitude piedosa. Jônatas procurou salvar não somente a Davi, como também a Saul. Ele mostrou claramente que Saul estava pecando contra sangue inocente. Também, pelo fato de que Yahweh havia abençoado a Davi, Saul estava pecando contra o próprio Deus. Até mesmo Saul havia se regozijado com as vitórias obtidas por Davi. Não houve qualquer motivo plausível para que Saul estabelecesse aquela política assassina estapafúrdia. Devemos nos lembrar de que o comportamento de Saul era entrecortado de loucuras naquele tempo e que certamente isto ocupara parte importante em sua conduta.

Qual foi o resultado da desobediência civil piedosa de Jônatas? Ele salvou a Saul, pelo menos temporariamente e Saul se arrependeu e caiu em remorso. Ele viu que sua decisão era errada e mudou de atitude. E o que dizer de Davi? Ele pôde voltar para o ambiente da corte, de volta para o palácio. Jônatas tratou com estes dois homens, um justo e o outro injusto, tentando trazer os dois a uma posição de retidão. E ele alcançou isto. Isto foi tremendamente arriscado, especialmente se nos lembramos em que situação de desequilíbrio se encontrava Saul.

Observe que ao fazer escolhas piedosas, Jônatas ajudou outros a fazerem escolhas piedosas também. Ao levantar-se contra Saul, ele o ajudou a fazer escolhas corretas. A tragédia é que Saul, pouco tempo depois, voltou a cometer o mesmo desatino e tentou novamente tirar a vida de Davi com as suas próprias mãos. Desta forma Jônatas teve que tomar uma segunda decisão. Teve ele que fazer uma escolha justa contra o seu próprio pai, e deliberadamente escolheu, num certo sentido, se tornar inimigo de seu próprio pai. E foi exatamente isto que ele fez: Capítulo 20. verso 1:

Então, fugiu Davi da casa dos profetas, em Ramá, e veio, (secretamente) e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida? Ele lhe respondeu: Tal não suceda; não serás morto. Meu pai não faz coisa nenhuma, nem grande nem pequena, sem primeiro me dizer; por que, pois, meu pai me ocultaria isso? Não há nada disso. Então, Davi respondeu enfaticamente: Mui bem sabe teu pai que da tua parte achei mercê; pelo que disse consigo: Não saiba isto Jônatas, para que não se entristeça. Tão certo como vive o SENHOR, e tu vives, Jônatas, apenas há um passo entre mim e a morte.

Vemos Jônatas fazendo escolhas acertadas uma depois da outra. Vamos olhar os resultados nestes três homens aqui envolvidos. Primeiro Jônatas. Quais os efeitos que tiveram estas decisões na vida de Jônatas? Quanto mais ele escolhia retamente, mais ele aumentava nele, como resultado, um amor confiante, longe portanto de um medo suspeito. Ele via desenvolver-se nele um grande amor confiante por todas as pessoas. Até mesmo a Saul, Jônatas concedeu o benefício da dúvida. Ele realmente não acreditava que Saul fosse capaz de tirar a vida de Davi. Até o fim ele manteve a confiança e o respeito ao seu pai. Mesmo em meio da loucura de Saul e de toda a sua injustiça, Jônatas mantinha-se leal ao seu pai. Observe, também, como ele tratava a Davi, aquele que ele passou a saber que era ungido por Deus para substituí-lo no trono. Ele realmente o amou.

Jônatas é uma preciosa lição para nós, também. Você não pode ministrar a alguém se você não amar este alguém. Ele sabia disto. Mas se você permitir que Deus lance a bola de neve do lado certo da montanha ele permitirá que você ame os seus inimigos, e é exatamente isto que os conquistará. Uma pessoa, particularmente um não crente, sabe se você esta amando verdadeiramente. Não adianta estar citando versículos decorados das Escrituras e fingir que está amando se você realmente não está. A pessoa para a qual você está ministrando verá a sua hipocrisia. Jônatas amava de fato e de verdade e com isto procurava demonstrar a sua genuína confiança, porque quem ama não suspeita mal.

Segundo, qual foi o efeito que Jônatas e sua vida reta teve sobre a atitude de Davi? Davi estava lidando aqui agora com um seu irmão mais velho, o provável herdeiro do trono de Saul. Pelo fato de Davi já ter sido ungido rei de Israel ele era, portanto, uma ameaça ao trono de Jônatas, e isto os fazia inimigos em potencial. Mas quando Saul estava tentando matar a Davi, para quem Davi fugiu? Exatamente para a pessoa que ele devia mais temer, aquele homem cujo trono sua unção clamava. E ainda assim ele confiava nele toda a sua vida e o amava como a um irmão.

E, finalmente, o que dizer da atitude de Saul em relação à Jônatas? Saul teria sido, porventura, ameaçado por Jônatas? Mesmo sabendo que Jônatas havia tido uma conferência com Davi, ele não considerou Jônatas seu inimigo e traidor. Ele ainda confiava em Jônatas, ele ainda o amava. E para evitar a dor de Jônatas ele tentou esconder de Jônatas as suas intenções e determinação de matar a Davi. Jônatas manteve um relacionamento justo com os dois lados – dois inimigos – simplesmente porque ele não pensava em si mesmo, ele era uma pessoa cheia de amor em seu coração.

De onde Jônatas encontrou condições para ter tal atitude? De onde ele encontrou inspiração para amar a Saul da maneira como Saul era? De onde podemos encontrar forças para amar nossos inimigos? Isto procede exclusivamente de Deus, mas como manifestar o que procede de Deus em nossas vidas?

Você escolhe a justiça. E ao escolher a justiça pela causa da justiça, não importando o risco e o preço de sua escolha, você encontrará justiça. Foi isto o que Jesus Cristo fez. Plante justiça e amor, e você colherá os seus frutos, mesmo que esta semeadura tenha sido regada com sangue.

O fato é que a raça humana não está divida em cores, em níveis sociais, em cultura ou status, ou raça. A raça humana está divida em somente duas categorias: aqueles que são instrumentos amorosos da justiça nas mãos de Deus e aqueles que são instrumentos da injustiça e do ódio nas mãos de um outro alguém.

Nosso pedido a Deus.

Oração:

“Pai, nós te agradecemos muito por sabermos que tu nos ama com amor inigualável. E porque primeiro tu nos amastes, fomos constrangidos a responder também com amor. Rendemos-te graças e mais graças porque sabemos que tu estás comprometido profundamente em nos fazer homens e mulheres de Deus, a nos ensinar como podemos amar os nossos inimigos, a nos ensinar a sermos pessoas justas e a tomarmos decisões justas. Senhor, nos chame atenção quando não assimilarmos os seus ensinamentos. Louvamos-te porque temos aprendido a jogar a bola de neve do lado certo da montanha e vê-la crescer e crescer mais na nossa vida para a nossa alegria, para a alegria e segurança daqueles que nos cercam e para a glória do Teu Santo Nome.

Sabemos que ao fazermos as escolhas certas diante de Ti, a próxima escolha se tornará ainda mais fácil e é isto que queremos ver crescendo em nossa vida. Bendizemos-te porque a tua Palavra é útil para nos ensinar, nos corrigir, nos disciplinar e nos educar na justiça. Bendizemos-te porque ela é o poderoso instrumento nas tuas mãos para que sejamos perfeitamente habilitados para toda a boa obra. Pai, vem em nosso socorro e nos ajuda a sermos estas pessoas. Senhor, ajuda-nos a manifestarmos a ti mesmo e a tua justiça no meio de um mundo injusto. Oramos-te em nome de Jesus, o campeão da Justiça e do Amor. Amém.”

Pr. Carlos Augusto.